19 de março de 2009

Oasis: confirmados preços de ingressos

O show do Oasis em Porto Alegre terá o ingresso mais barato da passagem da banda pelo Brasil: R$ 120. Em São Paulo e Rio de Janeiro, o valor mínimo é de R$ 180, enquanto que em Curitiba os fãs terão de desembolsar pelo menos R$ 200. A confirmação foi feita hoje à tarde pelo site do Ticketmaster.

Menores de 12 anos não poderão entrar. Com 12 ou 13 anos, a entrada só será permitida na presença dos pais ou responsável legal. A venda de ingressos para clientes do Citibank começa amanhã. Para o público geral, no dia 27. Na Capital gaúcha, 12 mil ingressos serão colocados à disposição.


Rio de Janeiro (Citibank Hall), 7 de maio - R$ 300 (poltrona), R$400 (pista vip), R$ 180 (pista) e R$ 200 (camarote)

São Paulo (Arena Anhembi), 9 de maio - R$ 400 (pista vip) e R$ 180 (pista)

Curitiba (Arena Expotrade), 10 de maio - R$ 400 (pista vip) e R$ 200 (pista)

Porto Alegre (Gigantinho), 12 de maio - R$ 120 (pista/arquibancada) e R$ 180 (cadeira)

Para celebrar o rock gaúcho

Músicas como Eu Já Sei e Tô de Saco Cheio estão no subconsciente de qualquer amante do rock gaúcho que tenha entre 20 e 35 anos. Na estrada há 25 anos, os Garotos da Rua apresentam neste sábado estes e outros clássicos para o público de Lajeado. O show inicia às 23h no centro comunitário do Ceat, com abertura da banda Calça Justa, de Cruzeiro do Sul.

Embora tenha alcançado o seu auge na década de 1980, os Garotos da Rua continuam na ativa até hoje. O álbum Caminho da Estrada (2007) é o mais recente de uma carreira repleta de hits e inspirada no rock and roll dos bons tempos. Ao lado de Cascaveletes e TNT, a banda fez parte de uma geração mágica do rock gaúcho, frequentando trilhas de novelas com a mesma dignidade de quem toca em um pub. A coletânea Hot 20, lançada em 1999 com 35 mil cópias vendidas, é item obrigatório em qualquer coleção.

O Calça Justa, por sua vez, é uma das revelações do rock na região do Vale do Taquari. Surgido em 2006, o quinteto de Cruzeiro do Sul demonstra talento ao misturar suas principais influências, que vão dos Beatles até os Strokes – passando, claro, pelo rock gaúcho. As primeiras composições da banda próprias podem ser conferidas no MySpace.

O ingresso antecipado – limitado – custa R$ 15,00. Pode ser encontrado nas Lojas Dullius, Posto Faleiro (Lajeado) e Lume Informática (Encantado). A promoção é da A7 Produtora.

15 de março de 2009

Baú do Leituras: Zé Keti



A timidez de Zé Keti foi a responsável pelo seu pseudônimo. Desde pequeno, o futuro sambista era chamado de Zé Quieto ou Zé Quietinho – até chegar à abreviação com a qual virou compositor.

José Flores de Jesus – seu nome verdadeiro – nasceu no Rio de Janeiro em 1921. Na década de 1940, começou a se destacar na ala de compositores da Portela, sua escola do coração. A carreira decolou em 1955 quando a música A Voz do Morro fez sucesso na trilha do filme Rio 40 Graus.

Com o surgimento da bossa nova, envolveu-se com músicos como Carlos Lyra e Nara Leão. A cantora participou ao lado de Zé Keti do espetáculo Opinião, que tornou famosas canções como Diz Que Fui Por Aí. Nos mais de 50 anos de samba, compôs canções inesquecíveis como Mascarada, Máscara Negra e Leviana.

Zé Keti notabilizou-se como uma autêntica voz do morro ao compor canções de crítica social, como Acender as Velas, Quatrocentos Anos de Favela e Opinião. Morreu aos 78 anos, em 1999, de falência múltipla dos órgãos.

14 de março de 2009

De volta a Madchester

A década de 1980 terminou em grande estilo. A estreia dos Stone Roses, lançada em março de 1989, teve impacto semelhante a um muro de Berlim – foi o estopim para o surgimento de uma nova forma de expressão cultural, que daria o tom nos primeiros anos do decênio seguinte. Muito mais do que o ectasy, o movimento conhecido como Madchester disseminou batidas dançantes revestidas de arranjos psicodélicos e inspiração indie.

Graças a canções acachapantes como I Wanna Be Adored e Elephant Stone, os Roses firmaram-se, na época, como o grupo mais importante da Grã-Bretanha. O LP homônimo é considerado o ponto de partida do britpop, tendo exercido grande influência sobre as duas principais bandas do gênero: Oasis e Blur. Mas será que hoje, duas décadas depois, Ian Brown e companhia estão prontos para encarar os anos 2000? Em 2009, quando uma edição comemorativa a ser lançada em junho celebra os 20 anos do primeiro álbum, os Stone Roses planejam a volta aos palcos.

O mais animado com o possível retorno é o baixista, Mani. Enquanto Brown parece indiferente, interessado apenas em seu novo trabalho solo, e John Squire, antigo guitarrista, descarta a volta, Mani fez um apelo aos fãs. Em dezembro do ano passado, pediu aos admiradores da banda para que criem uma petição visando convencer os demais ex-integrantes. A justificativa é a efeméride a ser comemorada em 2009 – ou seja, os 20 anos do lançamento do primeiro disco. “É o momento ideal para isso. E é algo que gostaria antes de ficarmos carecas e gordos”, ironizou.

Caso a volta seja concretizada, o Stone Roses ingressa num grupo seleto de bandas inglesas que prometem reuniões em 2009. No caso do Blur e do The Kinks, o retorno é dado como certo. Para os sessentões do Faces, ainda falta a confirmação, enquanto que entre os fãs dos Smiths tudo não passa de boatos. A crise econômica, ao que parece, tem feito mal a carreiras-solo e músicos britânicos aposentados.

13 de março de 2009

Nada de novo no horizonte

Por mais que um álbum do U2 seja sempre um acontecimento, a fórmula do quarteto irlandês anda meio desgastada. Apesar de alguns bons momentos, o recém-lançado No Line on the Horizon apresenta uma banda indecisa entre a sua origem, nos anos 1980, e a sonoridade contemporânea dos dois últimos discos.

Quando lançaram Achtung Baby (1991), Bono Vox e companhia fizeram uma obra de ruptura. O experimentalismo e a ousadia do LP ampliaram o horizonte musical do grupo e caiu no gosto dos fãs e da crítica. Afinal, foi este elemento complexo – a mudança! – que transformou os Beatles, os Beach Boys, Roberto Carlos e, em menor escala, o próprio U2, em artistas muito além de sua época.

Em No Line on the Horizon não há nada disso. Pelo contrário. A impressão é de que já ouvimos a mesma coisa uma porção de vezes nos últimos 25 anos. Mesmo sem inovar, algumas canções se sobressaem. É o caso de I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight (apesar do título, uma bela música). Na última faixa, um alento. Cedars of Lebanon quebra a sequência pop do disco com arranjos suaves e o vocal falado de Bono. Mas aí já é tarde. Quem sabe na próxima.

12 de março de 2009

Farto do rock and roll

Do homem que é considerado o avô do punk podia se esperar tudo, menos um disco de jazz. Pois foi exatamente o que Iggy Pop fez. Com influências de Louis Armstrong e Jelly Roll Morton, o álbum Preliminaires deve chegar às lojas da Europa em maio – uma prova de que Iggy é mesmo imprevisível.

No ano em que o debut dos Stooges completa quatro décadas, o cantor mesclou o jazz com a inspiração literária. A Possibilidade de uma Ilha, obra de Michel Houellebecq, é o seu livro de cabeceira do momento. “Na minha mente, estas seriam as músicas que ouço em minha alma quando leio o livro”, justificou Iggy, hoje com 61 anos.

O precursor do punk disse estar “enjoado de ouvir idiotas com guitarras, tocando lixo musical”. Será que estava referindo-se ao último álbum dos Stooges? É possível, já que The Weirdness, lançado em 2007, é apenas uma caricatura de uma das grandes bandas do rock. Se for para melhor, que venha o jazz.

11 de março de 2009

Oasis em Poa

Agora é oficial. Os britânicos do Oasis confirmaram show no Gigantinho, em Porto Alegre, no dia 12 de maio. Será a última apresentação da turnê pelo Brasil, que inclui Rio de Janeiro (7), São Paulo (9) e Curitiba (10). A venda de ingressos para clientes do Citibank começa no dia 20 de março. Para o público geral, no dia 27. Na Capital gaúcha, 12 mil ingressos serão colocados à disposição. Mais informações no site Oasis News.

Só depende de Stewart

Sem eles não existiriam Black Crowes ou Replacements. Mesmo com menor popularidade em relação aos Rolling Stones e The Who, os ingleses do The Faces marcaram seu nome na história com um blues-rock provocativo e apresentações bombásticas. Em 2009, esta magia poderá ser retomada.

É o que se espera após a divulgação de uma turnê com Rod Stewart (vocalista), Ron Wood (guitarrista) e Ian McLagan (tecladista), membros da formação original. O baixista Ronnie Lane, morto em 1997, seria substituído pelo chilli pepper Flea. A notícia chegou a ser desmentida por Stewart em janeiro. Dois meses depois, no entanto, McLagan tratou de devolver a esperança aos fãs ao dizer que a ideia é fazer alguns shows e gravá-los. Tudo depende da aprovação do vocalista.

Ao contrário de outros vovôs do rock, que insistem em retardar a aposentadoria, dinheiro não parece ser problema para os Faces. Rod Stewart sempre teve uma carreira-solo discutível, mas de muito sucesso – motivo, aliás, que contribuiu para a separação da banda em 1975. O guitarrista Ron Wood, por sua vez, conseguiu um emprego bem-sucedido em uma banda inglesa, um tal de Rolling Stones.

Em apenas seis anos de carreira (1969 a 1975), os Faces criaram uma sonoridade própria, calcada num rhythm and blues hipnotizante que influenciaria gerações de roqueiros – do punk rock até o britpop. A voz rouca de Stewart, os riffs insinuantes de Wood e o groove de McLagan resultaram numa das mais perfeitas equações do rock. Querer que o resultado seja o mesmo de 40 anos atrás é pedir demais. Mas não custa tentar.

10 de março de 2009

Baú do Leituras: Bill Withers



Bill Withers, hoje com 70 anos, nasceu em Los Angeles, Califórnia. Começou a carreira de cantor e compositor nos anos 1960. Na década seguinte, tornou-se um dos grandes nomes do soul.

Seu maior sucesso foi Ain’t No Sunshine, apontada pela revista Rolling Stone como a 280ª melhor canção de todos os tempos. A música foi lançada em 1971 no álbum Just as I Am, produzido por Booker T. Jones. Recentemente o disco foi relançado no exterior em CD duplo.

Quando gravou o hit, em setembro de 1971, Withers trabalhava em uma fábrica de assentos sanitários. Sua intenção inicial era escrever mais versos no lugar de I Know (frase repetida 26 vezes). Os outros músicos, porém, fizeram-no mudar de ideia.

Ain’t No Sunshine foi regravada por centenas de artistas. Entre os mais famosos estão Paul McCartney, Tom Jones, Tom Petty, Maroon 5, Lenny Kravitz e Elvis Costello. A canção também ganhou destaque nas telas do cinema, tendo sido incluída na trilha de Um Lugar Chamado Notting Hill e Munique, entre outros filmes.

9 de março de 2009

Leonard Cohen na pindaíba

Frank Zappa foi o primeiro artista a revelar de forma explícita a avareza do mundo da música. Em 1968, o célebre guitarrista batizou seu quarto álbum de forma irônica: We’re Only in it For the Money (estamos nisto apenas pelo dinheiro). Em 1997, os britânicos do Supergrass mantiveram o espírito e deram ao seu disco mais conhecido o nome de In it For the Money (apenas pelo dinheiro).

Agora chegou a vez de Leonard Cohen assumir o lado materialista da natureza humana. O cantor canadense de 74 anos, que há 15 anos não se apresentava nos Estados Unidos, retornou aos palcos americanos por um bom motivo: dinheiro.

As razões de Cohen, porém, são fáceis de compreender. Enquanto vivia em um monastério zen-budista (!), perto de Los Angeles, o compositor foi roubado por sua empresária. O desfalque chegou a US$ 5 milhões. Cohen ficou na pindaíba, mas não desanimou. Após vencer uma batalha judicial, o canadense aguarda o pagamento do que lhe foi roubado. E caiu na estrada novamente.

Dono de uma voz rouca e de letras ácidas, Cohen gravou ao violão algumas das canções mais assombrosas da música pop. Seu estilo conquistou discípulos famosos como Nick Cave, Rufus Wainwright e Jeff Buckley – autor de uma versão impecável para Hallelujah. Por dinheiro ou não, a volta de Cohen aos palcos é mais do que bem-vinda.

15 de fevereiro de 2009

13 de fevereiro de 2009

Plant prefere a bela

Se a carreira-solo de Robert Plant deixava a desejar, a cena mudou nesta semana. Ao lado da cantora Alison Krauss, o ex-Led Zeppelin foi o maior vencedor do Grammy. Com o disco Raising Sand, a dupla conquistou nada menos do que cinco troféus da maior premiação musical do mundo.

Ao provar que seu novo trabalho está consolidado, o vocalista diminuir as chances de um esperado retorno da clássica banda inglesa. Segundo Plant, um motivo forte impede o retorno do Led Zeppelin: a ausência de John Bonham, baterista morto em 1980. “A reunião não aconteceu porque estamos incompletos”, disse o cantor em entrevista recente.

Em vez de Jimmy Page e John Paul Jones, ex-companheiros do Led, Plant prefere Alison – o que se justifica pela bela voz da cantora. Mas nada impede que os fãs continuam torcendo pelo retorno de uma das maiores bandas do mundo.

12 de fevereiro de 2009

Ele não decepciona

Considerado o maior compositor dos anos 1980, Morrissey construiu nos últimos anos uma sólida carreira-solo – embora seu nome continue sendo associado à ex-banda, The Smiths. No novo Years of Refusal, que chegou às lojas nesta semana, o cantor inglês continua a provar que sua criatividade não se esgotou com o fim da parceria com Johnny Marr.

A abertura, com Something is Squeezing My Skull, sugere um álbum pesado. Com guitarras distorcidas e refrão forte, é a faixa mais roqueira. All You Need Is Me vai pelo mesmo caminho. No restante do disco, no entanto, o pop fala mais alto. Há momentos intimistas (na letra de Mama Lay Softly on the Riverbed) e até latinos (When Last I Spoke to Carol tem arranjos provocativos). É o velho Moz mostrando que ainda consegue surpreender.

Se a voz não é mais a mesma dos tempos de The Queen is Dead, a interpretação faz qualquer fã dos Smiths delirar na melodiosa That’s How the People Grow Up. A bela I’m Throwing my Arms Around Paris, que já faz sucesso no Reino Unido, merece o título de ponto alto do disco.

A derrapada fica por conta do encarte do primeiro single. Morrissey e os músicos que o acompanham aparecem completamente nus, exceto pelo compacto que – felizmente – esconde as suas vergonhas. Menos mal que a qualidade de Years of Refusal compensa esse vexame.

7 de fevereiro de 2009

A canadense em POA

A turnê brasileira de Alanis Morissette, que inclui 11 capitais, fecha com chave de ouro para o público gaúcho. A última apresentação da cantora canadense no país ocorre nesta terça-feira no Pepsi On Stage, em Porto Alegre. No repertório, clássicos dos seus quase 20 anos de carreira e músicas do último álbum, Flavors of Entanglement, lançado no primeiro semestre de 2008.

No início dos anos 1990, a voz suave e as letras emocionais chamaram a atenção do público. O auge ocorreu com o lançamento de Jagged Little Pill, em 1995, que vendeu 30 milhões de cópias mundo afora graças a baladas como You Learn e You Oughta Know. A inspiração para Flavors of Entanglement, seu 11º disco, surgiu a partir de um caderno de anotações da cantora.

Alanis pegou a estrada em junho de 2008. A turnê mundial começou na Europa e seguiu para a América do Norte, chegando ao Brasil neste início de ano. O ingresso mais barato para o show desta terça custa R$ 100 (pista), e o mais caro R$ 185 (área VIP). Teleentrega pelo fone (51) 8401-0509.

2 de fevereiro de 2009

Um nerd no country

A cara de nerd e os refrões pegajosos sempre fizeram de Ben Kweller um sujeito identificado com a turma indie. Desde que surgiu em 2000, o californiano – então com 19 anos – ganhou fama no rock alternativo mesclando baladas ao piano com o estilo shoegaze. Pois dessa vez, Kweller deixou o all star de lado e incorporou o banjo às suas composições.

Changing Horses, quarto disco do músico, vai causar surpresa – agradável, por sinal – em quem procura pela mesma fórmula de Sha Sha (2002). Kweller foi buscar inspiração no country, influência já demonstrada no EP How Ya Lookin' Southbound? Come In, lançado no ano passado. E não se trata do estilo alternativo de Ryan Adams e companhia, mas sim de uma música mais próxima à raiz.

A multiplicidade musical não é novidade na carreira de Kweller. Logo na estreia, com Sha Sha, o garoto emplacou levadas que iam do blues acústico ao pop sofisticado, explorando sua influência do Pavement. Em Changing Horses, a referência da vez é Johnny Cash (Fight parece uma versão alternativa do clássico Cry Cry Cry). Mesmo quando o refrão remete ao indie do seu primeiro disco, como na ótima Sawdust Man, o slide surge para confirmar as intenções do autor.

Percorrer diferentes estilos musicais com talento é uma virtude dos grandes músicos. Em vez de optar pelo marasmo criativo, o californiano ousou – e foi feliz mais uma vez. Ben Kweller: ta aí um cara legal.