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13 de outubro de 2009

100 maiores músicas brasileiras

Ficou com Construção, de Chico Buarque, o posto de melhor canção da história da música brasileira. A seleção com 100 títulos foi feita pela revista Rolling Stone. Construção é seguida por Águas de Março (Elis e Tom), Carinhoso (Pixinguinha), Asa Branca (Luiz Gonzaga) e Mas Que Nada (Jorge Ben).

Eu, que já decorei todas as falas de Rob Gordon, fiz rapidamente uma seleção, sem pesquisar muito (*). Tentei evitar algumas obviedades. Aí vai:

Ismael Silva - Antonico
Zé Keti - Mascarada
Vinícius de Moraes e Baden Powell - Samba da Benção
Nara Leão - Com Açúcar, Com Afeto
Mutantes - Dom Quixote
Paulinho da Viola - Foi um rio que passou em minha vida
Novos Baianos - Mistério do Planeta
Lupicínio Rodrigues - Ela disse-me assim
João Bosco - O mestre-sala dos mares
Tom Zé - Profissão ladrão


E pra você, qual música não pode faltar nesta lista?




*Sujeita a alterações

7 de maio de 2008

Chão de Giz: a origem

Apaixonado por uma mulher casada e mais velha, um jovem de 21 anos tranca-se no seu quarto por três dias consecutivos, sem comer e sem falar com ninguém, acompanhado apenas do violão. Esse é o enredo de uma das letras mais emblemáticas da música nacional.

Em 1972, Zé Ramalho compôs Chão de Giz sob o efeito de um amor platônico arrebatador. O compositor, que era garoto de programa, conheceu uma socialite (“fotografias recortadas de jornal...”) casada com um grande empresário paraibano (“é inútil pois existe um grão-vizir...”). Ao deixar o seu pequeno exílio, Zé mostrou a canção ao amigo Alceu Valença e entrou para a história. Seguem alguns trechos:

"Eu desço dessa solidão, espalho coisas sobre um chão de giz” – Zé costumava espalhar pelo chão objetos que lembravam o relacionamento amoroso. O chão de giz indicaria a fugacidade dessa relação.

"Fotografias recortadas de jornais de folhas amiúde" – O compositor também recortava todas as fotos da amada publicadas nos jornais.

"Há tantas violetas velhas sem um colibri" – Aqui ele destaca a “sorte” dela (violeta velha) em ter um colibri e rejeita-lo.

"Queria usar quem sabe uma camisa-de-força ou de vênus" – Ao mesmo tempo em que quer usar uma camisa-de-força para se manter longe, queria usar uma camisa-de-vênus, para traçar a madame.

Outros versos, como “meus vinte anos de boy”, ou “pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar”, são auto-explicativos. Essa e outras interpretações estão detalhadas no site Análise de Letras.