
Ariberto Meneghini (49) tinha 14 anos quando comprou o primeiro LP do Jackson Five. Por muito tempo essa foi a trilha sonora das reuniões dançantes que ele, hoje empresário em Cruzeiro do Sul, promovia. “Nas músicas mais lentas tirávamos as moças para dançar”, recorda.
A admiração por Michael Jackson, surgida na juventude, acompanha Meneghini até hoje. Para ele, o músico falecido quinta-feira foi insuperável em sua época. “Ele revolucionou a dança. Misturou o funk com o pop, não ficou em cima de um ritmo só”, define. Na década de 1980, inclusive, tentava imitar os passos do moonwalk - dança criada por Jackson. “Para a gente era um fascínio”, descreve. Tanto que, até hoje, Meneghini prefere assistir aos clipes do que ouvir as músicas.
“Era estranho aquele cara fazendo aqueles movimentos, arrastando os pés com uma caminhada estranha”, relata o radialista Jair Pedrebon, da Sorriso FM, apresentador do programa Túnel do Tempo. Para ele, trata-se de um dos artistas mais influentes dos últimos tempos. “Vai fazer muita falta. Ele se superava a cada ano, era a obsessão dele”, observa.
Pedrebon acredita que a morte precoce pode transformar o cantor em um mito. “Assim que morre um ídolo, sempre tem alguém que vai querer imitá-lo.” O único erro de Jackson, segundo o comunicador, foi ter sido “racista com ele mesmo”.
*Publicado no Informativo