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30 de outubro de 2009

Fenômeno póstumo

Quem tem mais de 25 anos vai lembrar que, nas décadas de 1980 e 1990, Michael Jackson era onipresente – estava nas telas de cinema, nos copos de refrigerante e no videogame. Fez parte da vida de muita gente, mesmo de quem não era seu fã. Agora a febre voltou. O culto a personalidades mortas não é nenhuma novidade no mundo da música, mas a performance póstuma de MJ promete quebrar todos os recordes.

O primeiro álbum post mortem, This Is It, começou a ser vendido na última segunda-feira em todo mundo. Tudo indica que será um sucesso de vendas, apesar da crítica especializado ter opinado de forma negativa sobre a qualidade das músicas. Este também é o nome de um documentário sobre os últimos ensaios de Michael, cuja pré-estreia ocorreu na terça.

This Is It – o álbum – foi lançado foi expectativa de vender entre 200 e 500 mil unidades somente na primeira semana. MJ poderá ainda acumular novas glórias, caso o disco seja inscrito para os prêmios Grammy de 2011. Alguém duvida?

13 de outubro de 2009

Michael onipresente

Estava demorando! Surgiu a primeira canção póstuma de Michael Jackson. This Is It foi lançada no site oficial do cantor e já distribuída a rádios e outros veículos de comunicação. Esta deverá ser a única faixa inédita de uma coletânea a ser lançada no final do mês – e a primeira de uma série de gravações post mortem do Rei do Pop. Alguém duvida?

27 de junho de 2009

Público lamenta morte precoce

Ariberto Meneghini (49) tinha 14 anos quando comprou o primeiro LP do Jackson Five. Por muito tempo essa foi a trilha sonora das reuniões dançantes que ele, hoje empresário em Cruzeiro do Sul, promovia. “Nas músicas mais lentas tirávamos as moças para dançar”, recorda.

A admiração por Michael Jackson, surgida na juventude, acompanha Meneghini até hoje. Para ele, o músico falecido quinta-feira foi insuperável em sua época. “Ele revolucionou a dança. Misturou o funk com o pop, não ficou em cima de um ritmo só”, define. Na década de 1980, inclusive, tentava imitar os passos do moonwalk - dança criada por Jackson. “Para a gente era um fascínio”, descreve. Tanto que, até hoje, Meneghini prefere assistir aos clipes do que ouvir as músicas.

“Era estranho aquele cara fazendo aqueles movimentos, arrastando os pés com uma caminhada estranha”, relata o radialista Jair Pedrebon, da Sorriso FM, apresentador do programa Túnel do Tempo. Para ele, trata-se de um dos artistas mais influentes dos últimos tempos. “Vai fazer muita falta. Ele se superava a cada ano, era a obsessão dele”, observa.

Pedrebon acredita que a morte precoce pode transformar o cantor em um mito. “Assim que morre um ídolo, sempre tem alguém que vai querer imitá-lo.” O único erro de Jackson, segundo o comunicador, foi ter sido “racista com ele mesmo”.

*Publicado no Informativo

25 de junho de 2009

1958-2009

Para quem tem mais de 20 anos ele era onipresente. Estava nas telas de cinema, no copo de refrigerante, no videogame. Fez parte da vida de muita gente, mesmo de quem não era seu fã - como eu.

A música pop moderna divide-se entre antes e depois de Michael Jackson. Os clipes superproduzidos de hoje não existiriam sem o músico americano, que trocou os vídeos promocionais por verdadeiros curta-metragens musicais. Os astros da música negra atual nada mais são que uma imitação do Rei do Pop.

Subir o morro Dona Marta, então dominado pelos traficantes, para cantar uma música chamada Eles não se Importam Conosco (They Don’t Care About Us) não é para qualquer um. Muitos podem pensar que foi puro marketing. Mas quem esteve no topo não precisava.

A melhor forma de avaliar o legado de um artista é julgar não os fatos obscuros de sua vida pessoal - nem sempre comprovados -, mas a grandiosidade de sua obra. E nisso Michael Jackson foi incomparável.