Não é por acaso que, depois daquele 3 de julho de 1999, nada de muito inovador tenha surgido no rock. Há dez anos morreu Mark Sandman, o líder do Morphine. A banda, formada em Cambrigde (EUA), destacou-se na década passada pela mistura de rock e jazz, tendo lançado cinco discos de estúdio. Detalhe: sem guitarra, uma vez que o grupo era formado apenas por baixo (de duas cordas), saxofone e bateria.
Com esse formato, o Morphine atingiu uma sonoridade única, inconfundível. As linhas de baixo hipnóticas, o sax cadenciado e a voz grave de Sandman deram luz à rara originalidade da banda, dissolvida quando o vocalista caiu morto na cidade italiana de Palestrina, vítima de um ataque cardíaco fulminante. Tinha 46 anos.