A crise mundial chegou ao rock com o novo disco do AC/DC. Não que Black Ice, recém-lançado pelos australianos, esteja em baixa na cotação internacional. Pelo contrário: os riffs potentes do guitarrista Angus Young e o vocal afiado de Brian Johnson levantam qualquer bolsa de valores. Mas, para o jornal inglês The Guardian, a banda é a grande responsável pela recessão econômica. A justificativa é que o disco rendeu ao grupo o topo das paradas britânicas, o que não acontecia desde Back in Black, em 1980 – justamente o ano em que a inflação chegou a 20% e o desemprego atingiu quase dois milhões de cidadãos na Grã-Bretanha.Brincadeiras à parte, Black Ice agradou os fãs, esperançosos por mais uma vinda da banda ao Brasil. Para eles – que acreditam que a fórmula utilizada há três décadas não ficou ultrapassada –, a crise está longe. Até porque depois de um álbum irregular, Stiff Upper Lip (2000), os australianos voltaram à velha forma. Fidelidade às raízes, pelo menos, é o que não falta. A palavra rock aparece no título de quatro das 15 músicas. Logo na faixa de abertura, Rock N’Roll Train, percebe-se pelo nome a vocação de Angus Young e companhia: hard rock em volume alto para ouvir na estrada.
















